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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Vereadores criticam falta de creches e programa de matrículas

A falta de vagas nas creches da cidade e as dificuldades que as mães enfrentam na periferia com a questão da matrícula de seus filhos nas escolas foram alguns dos temas abordados na sessão ordinária da Câmara Municipal nesta terça-feira (08/02).




Na abertura do Pequeno Expediente, a vereadora Juliana Cardoso (PT) criticou a administração do prefeito Gilberto Kassab que, segundo afirmou, havia prometido zerar as filas das creches, mas na verdade “faltam 120 mil vagas na cidade”. A vereadora disse que o prefeito Kassab e o governador Alkmin estão anunciando a construção de 22 novas creches em São Paulo, número que ela considera insuficiente para suprir o grande déficit existente no setor.


O Prefeito Kassab que governa a cidade mais rica do País, enganou os pais e as crianças que tanto desejam e necessitam ir para creches e pré-escolas. Isso é o que revelam os dados disponíveis no site da Prefeitura. Fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação os números de crianças fora das creches e das pré-escolas são preocupantes.
Para 130 mil alunos até 3 anos matriculados nas creches em toda cidade há uma fila de espera de 125 mil. Na pré-escola não é muito diferente. Para 290 mil crianças até 5 anos matriculadas, são 41 mil aguardando vagas.
O prefeito Kassab e o governador Alckimin anunciaram na última segunda-feira, dia 7, assinatura de convênio para construção de 22 creches que vão criar 4.000 vagas na Capital. Todas estão em fase de licitação. Essa parceira, porém, está longe de aliviar a enorme fila de espera. Para suprir a demanda de vagas seria necessário construir 1.254 creches.

Em pronunciamento realizado na sessão plenária da Câmara Municipal, nesta terça-feira, dia 8, a vereadora Juliana Cardoso abordou o problema. “Zerar as filas nas creches foi uma das promessas de campanha eleitoral do prefeito Kassab. Mas se depender desse convênio o compromisso está longe ser cumprido”, comentou. “O pior é a falta de critérios para a escolha dos locais que vão receber essas novas creches, pois bairros com grandes demandas não terão novas creches”.
Das 31 subprefeituras existentes na cidade, 13 estão sendo contempladas com obras das 22 novas unidades. A Subprefeitura de Vila Prudente/Sapopemba vai receber o maior número de novas creches. Foram relacionadas pelo convênio quatro novos equipamentos com total de 400 vagas nesta região, mas para acabar com a fila de 4.994 para 5.904 crianças nas creches seria necessário erguer 49 unidades.
A falta de vagas atinge em diferentes graus todos os 96 distritos. No Itaim Paulista, na zona leste, sem previsão de nova creche, existem 3.300 crianças atendidas e o mesmo número fora das creches.
Em São Mateus, que vai ter apenas uma nova creche com 100 novas vagas, a fila de espera é de 1.500 crianças para as atuais quase 2.000 atendidas, quando é preciso 46 creches para acabar com o déficit neste distrito.
É na zona sul, porém, que se concentram os distritos com os maiores problemas. O Grajaú, que não vai ser contemplado com creche, é o líder geral da demanda. Lá, há 3.800 crianças matriculadas e 6.500 cadastradas esperando por abertura de vaga. Para acabar com essa demanda seria necessário erguer 65 unidades. No Campo Limpo há 2.429 alunos nas creches e 4.351 na espera. No Capão Redondo 2.721 crianças são atendidas, enquanto 4.749 estão fora das creches.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Prefeitura diz que vai limpar córrego Tiquatira.

Caio do Valle
do Agora

Um dia após as margens do córrego Tiquatira, na Penha (zona leste), amanhecerem com as árvores, arbustos, grades e escadas cobertas de lixo --resultado do transbordamento no domingo--, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse ontem que o riacho vai passar por um "serviço de limpeza bastante expressivo".

De acordo com ele, "nos dias em que for possível", o córrego também será alvo de um serviço de "desassoreamento dentro do limite" para que a sua capacidade de vazão seja aumentada.

Entretanto, Kassab afirmou que as prioridades para os investimentos na área ao longo do ano são os córregos Zavuvus e Ponte Baixa, ambos na zona sul da capital. Desde outubro, quatro pessoas --incluindo duas crianças-- morreram em enxurradas no Zavuvus, chamado pelos moradores de "córrego da morte".






Prefeitura diz que vai limpar córrego Tiquatira. Você acredita?

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ônibus da zona leste têm atrasos e baratas

ALENCAR IZIDORO
DE SÃO PAULO


CRISTINA MORENO DE CASTRO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Os ônibus do Consórcio Leste 4 (CL4), que rodam por 16 bairros da zona leste, são apontados como os campeões de problemas na cidade pelo Ministério Público.
A lista de falhas inclui atrasos, frota velha e condições "inaceitáveis" de limpeza, segundo relatório de fiscalização da prefeitura.
"Só eu já matei cinco baratas aqui", conta a costureira Reginalda Santos, 47, usuária da linha 4120/42.
Já devido aos atrasos e cancelamentos, levantamento da SPTrans feito a pedido da Promotoria mostrou que, entre julho e dezembro de 2009, 210 mil passageiros tiveram problemas para chegar a seu destino.
O consórcio (formado pelas empresas Himalaia e Novo Horizonte) transporta, diariamente, 480 mil passageiros, entre Tatuapé e a Cidade Tiradentes. A receita é de R$ 27 milhões por mês.
Para completar, relatório apontou que, de janeiro a novembro, 19 dos 993 veículos da frota tinham mais de dez anos, o que viola o contrato.
Na cidade, oito consórcios são responsáveis pela circulação de ônibus, cada um atendendo uma região.
"Os problemas de todos os consórcios são bastante semelhantes. Mas o que mais chama a atenção no CL4 é sua absoluta incapacidade de resolver os problemas, mesmo com as constantes multas aplicadas pela SPTrans", diz o promotor Saad Mazloum, que estuda processar o consórcio por danos morais coletivos.
O CL4 diz que já substituiu os ônibus velhos e que atrasos são decorrentes de alterações viárias, que levaram mais caminhões às vias.
Pela demora em fazer a substituição, o consórcio não recebeu um centavo do bônus da prefeitura que subsidia a renovação de frota (só em outubro de 2009, foram distribuídos R$ 2,9 milhões).
Em vez disso, aliás, o consórcio tem tido de arcar com penalidades. Só entre julho e dezembro de 2009, o CL4 foi multado 970 vezes pela SPTrans, que não informa o montante pago ou devido.
Questionada pela reportagem, a SPTrans também não informa por que, após tantas multas, mantém o contrato.
A Promotoria aponta também excesso de ônibus com motor dianteiro, que são ultrapassados e considerados prejudiciais a motoristas e passageiros pela exposição maior ao calor e ao barulho.
Esses veículos são proibidos na frota, mas há exceções quando a geometria das vias dificulta a passagem de ônibus mais modernos -por serem, por exemplo, mais baixos que os outros.
Ainda assim, a frota da CL4 tem ao menos 145 veículos que não se enquadrariam nessas exceções.